A Iniciativa

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Esforços de conservação, incluindo o planejamento de investimentos em desenvolvimento e mitigação, devem ser dimensionados pela imensidão da Bacia Amazônica. No caso do rio Amazonas, impactos cumulativos podem se manifestar a milhares de quilômetros rio abaixo a partir dos Andes até o oceano Atlântico e desde as proximidades de Brasília no coração do Brasil até Belém já nas proximidades da foz do Amazonas.

A Iniciativa Águas Amazônicas se baseia na abordagem “upstream – downstream” (montante-jusante) – o Manejo Integrado de Bacias Hidrográficas (MIBH) – que conceitualmente pode ser usado para se chegar à adequada escala em conservação, investimentos em desenvolvimento e mitigação de impactos ambientais.

Bacias hidrográficas são as unidades geográficas mais naturais da Amazônia e há muito tempo quem vive na região vem baseando sua compreensão geográfica a partir das bacias tanto quanto de unidades políticas como municípios ou estados. A Iniciativa Águas Amazônicas desenvolveu uma nova classificação de bacias que complementa aquelas que estão sendo utilizadas pelas agências ou autoridades nacionais de recursos hídricos. Esta nova classificação pode ser usada para mapear fenômenos ecológicos como pesca, migração de peixes e tipos de água através da Bacia de modo escalonado variando desde bacias muito pequenas drenadas por minúsculos igarapés até grandes sub-bacias como o Ucayali, Negro e Madeira e finalmente a Bacia Amazônica inteira. Esta classificação dos rios e suas bacias pode também ser utilizada para definir quantitativamente áreas que devem ser consideradas em planejamento de atividades como o manejo da pesca e das paisagens aquáticas, o planejamento de investimentos em infraestrutura de transporte e energia, indústrias extrativas e agricultura; além de dar suporte a estudos de impactos ambientais e definição de estratégias de mitigação em uma escala mais realista.