Estuário

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O Amazonas se encontra com o Atlântico

Devido ao enorme volume de água descarregado pelo Amazonas, a foz do rio Amazonas ou o estuário amazônico é principalmente um ambiente de água doce, ainda que a água salobra invada sazonalmente as áreas coteiras mais ao sul. O estuário é dividido por uma grande ilha, a do Marajó, que é cercada por uma série de arquipélago que aumenta enormemente a porção litorânea e os hábitats costeiros influenciados pelas marés. O rio Amazonas descarrega suas águas principalmente ao norte da Ilha de Marajó, mas uma porção menor de sua vazão escoa pelo Estreito de Breves e invade a foz ao sul da ilha. Existe um pequeno aumento absoluto no nível do rio Amazonas nas proximidades de sua foz durante o período de águas altas, que pode chegar a menos de 0,5 metro, embora o alagamento no estuário seja controlado por marés diárias, cujo nível máximo é de aproximadamente 4 metros. A maré influencia os trechos mais a montante e sua influência se estende à montante vários quilômetros. No trecho próximo à foz do rio Xingu, a 200 quilômetros do Atlântico, a amplitude máxima da maré é de 1,3 metros durante o período de águas baixas.

A descarga do rio Amazonas alcança o Atlântico e logo em seguida é desviada ao norte pela Corrente Sul Equatorial. A água é salobra ao longo de toda a costa do Estado do Amapá, apresentando frequentemente uma camada de água doce na superfície. A grande descarga do rio Amazonas impede a intrusão de água salgada na sua foz ao norte da Ilha do Marajó. Uma evidência óbvia deste fenômeno é a vasta floresta influenciada pela maré que são compostas por espécies de florestas da várzea amazônica. A região da foz do Amazonas é relativamente rasa, com profundidades usualmente menores do que 10 metros. O canal do rio Amazonas próximo a Macapá, capital do Estado do Amapá, tem em média 20 metros de profundidade.

O rio Amazonas tem uma forte onda de maré, chamada localmente de pororoca, sendo mais evidente próximo à sua foz. Esta onda surge quando as marés sobrepujam a correnteza do rio em áreas rasas com profundidade de somente 3-4 metros. A pororoca é observada somente durante as marés de sizígia quando pode atingir dois metros de altura e rolar rio acima a uma velocidade de 10 a 15 km por hora. A força desta onda é suficiente para destroçar margens de rios e derrubar árvores grandes no seu leito. Ribeirinhos locais consideram a pororoca do rio Amazonas um evento bastante perigoso.

Amplitude das marés no Baixo Rio Amazonas e seu estuário.

 

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