Países andino-amazônicos fortalecem a cooperação regional frente à mineração ilegal

Países andino-amazônicos fortalecem a cooperação regional frente à mineração ilegal
setembro 16, 2026 forner
16 de setembro de 2026

O Fórum Regional Andino-Amazônico sobre mercúrio e mineração ilegal reuniu, em Quito, autoridades, especialistas e representantes de instituições da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru para compartilhar experiências e ferramentas de monitoramento, contaminação por mercúrio e recuperação de áreas afetadas.

Quito, Equador. 9 de setembro de 2026 — Autoridades, especialistas e representantes de instituições da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru participaram, no dia 8 de setembro, do Fórum Regional Andino-Amazônico sobre mercúrio e mineração ilegal, um espaço voltado ao fortalecimento da prevenção, detecção e controle dessa atividade e da gestão de seus principais impactos ambientais.

 

O encontro reuniu cerca de 80 participantes presencialmente e 110 virtualmente, pertencentes a 23 organizações dos setores público e privado e da sociedade civil. A abertura contou também com a participação de representantes das Embaixadas da Colômbia, Bolívia e Canadá, bem como do Ministério das Relações Exteriores do Equador.

O fórum foi coorganizado pela Secretaria-Geral da Comunidade Andina, pela Presidência Pro Tempore da Comunidade Andina, exercida pelo Equador, pela Aliança Águas Amazônicas e pela Wildlife Conservation Society (WCS), no âmbito do Plano de Ação sobre Mineração Ilegal e das Decisões 774, 844 e 922 da Comunidade Andina.

 

A programação abordou o contexto regional da mineração ilegal e seus impactos ambientais; o monitoramento geoespacial e os sistemas de alerta precoce; a prevenção e redução dos impactos do mercúrio e a recuperação de áreas degradadas; e o monitoramento do mercúrio e a gestão de resíduos de mineração.

 

As experiências compartilhadas incluíram o uso de imagens de satélite, sensores remotos, inteligência artificial, plataformas abertas, análises multitemporais e monitoramento comunitário para identificar áreas críticas, priorizar verificações em campo e apoiar a tomada de decisões. Também foram apresentadas experiências de monitoramento ambiental, avaliação de riscos, prevenção, remediação e recuperação de áreas afetadas pelo mercúrio.

Para Sebastián Valdiviezo, Diretor da WCS Equador, o intercâmbio permitiu aproximar as evidências das necessidades de gestão: “A ciência e a tecnologia devem fornecer informações fundamentais para compreender e enfrentar os impactos ambientais e sociais da mineração ilegal. Seu valor se concretiza quando as informações geradas se transformam em ferramentas úteis para a tomada de decisões nos territórios e a partir deles”, comentou durante a abertura do evento.

 

O intercâmbio também evidenciou a necessidade de articular capacidades e conhecimentos entre instituições e países diante de uma problemática cujos impactos podem se estender para além das áreas onde a atividade de mineração é realizada.

Nesse sentido, Dino Delgado, Diretor do Programa Águas Amazônicas da WCS, destacou a importância da cooperação regional:

“Os múltiplos desafios associados à mineração ilegal não terminam tem em uma fronteira. Precisamos conectar as evidências, as experiências dos territórios e as capacidades das instituições para construir respostas que possam ser compartilhadas e fortalecidas em escala regional.”

O Fórum Regional Andino-Amazônico permitiu compartilhar experiências e ferramentas para fortalecer a resposta à mineração ilegal e abriu oportunidades para aprofundar a cooperação e o intercâmbio de conhecimento técnico entre os países da região.

 

Outros espaços de intercâmbio

Como parte das atividades relacionadas ao encontro, representantes da WCS e da Aliança Águas Amazônicas também participaram de uma parte da sessão do Observatório Andino de Mercúrio da Comunidade Andina, na qual compartilharam recomendações para fortalecer uma resposta sistêmica e transfronteiriça ao mercúrio, incluindo a atenção aos seus impactos sobre a saúde, a nutrição e os sistemas pesqueiros, bem como o fortalecimento da cooperação na bacia do Putumayo–Içá. Nesse espaço, também foi apresentado um sistema de alerta precoce que a WCS desenvolve em conjunto com o projeto GEF-Putumayo-Içá.

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